Agrofloresta

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Agrofloresta

A agrofloresta é um sistema de plantio que imita o que a natureza faz normalmente, com o solo sempre coberto pela vegetação, muitos tipos de plantas juntas, umas ajudando as outras, sem problemas com “pragas” ou doenças, dispensando o uso de venenos. Também podemos chamá-la de “floresta de alimentos”.

Por cinco meses aconteceu na Vila Itororó a oficina MUTIRÃO/VIVÊNCIA EM AGROFLORESTA, que teve a orientação de Gilberto Machel. A proposta da oficina era (re)construir parte da flora local da Vila Itororó, através da aprendizagem pelos participantes de técnicas e princípios para a criação coletiva de uma horta agroflorestal. A oficina previa a produção consistente de hortaliças, legumes e verduras para o abastecimento do local, trazendo alimentos saudáveis e uma proposta de fortalecimento de práticas de autonomia, sustentáveis e ecológicas. A proposta foi criar um espaço de reflexão e experimentação de uma vivência prática de educação ambiental para crianças, jovens, adultos e idosos.

Uma vez plantada, a agrofloresta foi cultivada por diversas pessoas e vista por visitantes da Vila durante aproximadamente três meses. No local havia uma colméia de abelhas nativas Jataí em pleno crescimento e cada vez mais borboletas. Por questões do andamento da obra de restauro foi necessária a utilização de uma máquina muito grande e pesada justo na área onde foi plantada a agrofloresta. O grupo da oficina se mobilizou para que as plantas seguissem vivas, replantando-as em outra horta coletiva da cidade, a Horta das Corujas.

Sobre Gilberto Machel
Permacultor, indigenista e terapeuta em formação. Trabalha com o resgate e a pesquisa de conhecimentos e tecnologias que promovam a autonomia e a emancipação humana em todas as suas formas. Nos últimos anos tem se dedicado à prática e difusão dos Sistemas Agroflorestais. Está imerso na causa indígena desde que nasceu, tendo se envolvido mais intensamente nos últimos dez anos. Viveu com o povo Kaiowá Guarani no Mato Grosso do Sul por dois anos, ajudando no resgate da soberania alimentar e no fortalecimento cultural da aldeia Panambizinho. Em São Paulo, foi agente cultural da primeira edição do Programa Aldeias (Secretaria Municipal de Cultura, 2014), que visa apoiar a luta do povo Guarani Mbyá da capital no reconhecimento do direito aos seus territórios tradicionais, colaborando no fortalecimento da cultura material e imaterial, apoiando ações de resgate da agricultura tradicional, bem como de formação em técnicas de construções sustentáveis.

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