O que vem à mente ao ouvir as palavras “arquitetura” ou “patrimônio arquitetônico”, no contexto da Vila Itororó? Muitas pessoas pensam apenas no palacete, a maior e mais central edificação do conjunto. Mas e se fizermos o exercício de pensar a arquitetura não somente a partir das edificações (ou dos volumes cheios), mas dos espaços entre as edificações (ou vazios)? Todas as casas da Vila Itororó têm uma vista para o pátio central. Das janelas abertas era possível cuidar das crianças brincando e conversar com vizinhos que passavam. O pátio é o lugar da vida coletiva, atravessado por todos e todas, lugar de passagem e de encontro. Hoje, além do pátio da Vila propriamente dito, o galpão de entrada no canteiro é também pensado como um pátio, que acolhe de brincadeira livre às grandes festas e comemorações.

À esquerda, detalhe da obra Padrões da Vila, de Mônica Nador

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