O quarto é o lugar mais íntimo da casa. Talvez por isso ele seja o lugar ao redor do qual as nossas formas de habitar se organizam – do mais íntimo ao mais público, do dentro para o fora, do menor para o maior. Entender como habitar os quartos da Vila Itororó talvez seja a questão mais delicada que nos é colocada, já que as nossas respostas irão influenciar todos os outros espaços. Em primeiro lugar, vale repensar as formas de habitar vigentes na nossa cidade. Elas têm que ser individuais? Ou podemos inventar novas maneiras de construir a nossa intimidade, juntos? Em segundo lugar, estamos analisando os usos possíveis desses quartos. Devem ser preservados apenas como testemunhos de como viviam as famílias nos anos 1920, nos anos 1950 ou nas últimas décadas da Vila? Ou será que a melhor forma de manter viva essa história é habitar esses quartos, hoje? O morar pode ser visto como um fenômeno cultural, com toda a legitimidade de existir na política diversa de usos da Vila. Mas quem poderia habitar esses quartos? De quais formas?

À esquerda, detalhe da obra Padrões da Vila, de Mônica Nador

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