Laboratório Vila Itororó: experimentos de uma vida em comum

Laboratório Vila Itororó: experimentos de uma vida em comum

Entre os dias 18 e 20 de janeiro, a Vila Itororó Canteiro Aberto realiza um laboratório experimental com o objetivo de se discutir o que poderia ser a Vila Itororó e seu modelo de funcionamento.

A atividade tem como enfoque criar um processo horizontal de debates e propostas junto a frequentadores do espaço e moradores do bairro. Diante da série de incertezas quanto ao futuro da Vila Itororó a atividade encontra-se no meio do caminho entre um exercício imaginativo e uma oficina de planejamento estratégico, já que as propostas não serão necessariamente implementadas.

A partir de um debate sobre formas de entender a cultura de modo ampliado, a proposta consiste em traçar uma reflexão sobre as formas do comunitário centradas na própria Vila Itororó e no território em que se insere.

O processo culminará no desenho de um modelo de funcionamento para a Vila Itororó, levando em consideração a moradia e espaços de lazer, cultura e convivência como estruturantes do local.

Confira abaixo a programação detalhada e como realizar sua inscrição.

>> Laboratório Vila Itororó – 18 a 20 de janeiro
Quinta-feira, 19h às 21h30
Sexta-feira, 19h às 21h30
Sábado, 10h às 17h

>> A quem se destina?
Ex-moradores da Vila Itororó; frequentadores do centro cultural Vila Itororó Canteiro Aberto; moradores do entorno; interessados em debates culturais e sobre política urbana.

>> Inscrições
Até 14 de janeiro, por meio do link http://bit.ly/laboratoriovit ou presencialmente, no galpão da vila
30 vagas – destinadas preferencialmente a moradores/trabalhadores do território
O resultado será divulgado no dia 15 de janeiro

>> Programação*

Quinta-feira (18/01), 19h-21h30
// Apresentação geral e desafios do laboratório, com Luiz Fernando de Almeida
// Mapeamento do território e o papel da Vila Itororó no presente, com Vivian Moreno Barbour
// Dinâmica participativa: O que pode ser a Vila Itororó?

Sexta-feira (19/01), 19h-21h30
// Dinâmica participativa: O que pode ser a Vila Itororó? II
// Apresentação do Coletivo Riacho: que é o coletivo e possibilidades de atuação na Vila Itororó
// Mulheres negras e a vida comunitária, com Bianca Santana
// O comum como forma de vida, com Alana Moraes

Sábado (20/01), 10h-17h
// Experiências do comum, com Jean Tible
// Exercícios para tempos de crise, com Julia Ruiz
// A cultura em obras: trocando ferramentas, com Benjamin Seroussi
// Almoço coletivo servido
// Dinâmica: desenho do modelo de funcionamento: com Carol Ayres

Facilitação dinâmicas: Camila Santana e Edivaldo Santos
Facilitação visual: Caetano Patta e Daniel Scandurra
Relato crítico: Bárbara Lopes

Concepção: Alana Moraes, Fábio Zuker e Helena Ramos

* A programação está sujeita a alterações pontuais de horários.

Sobre os/as participantes

Alana Moraes é antropóloga, pesquisadora e doutoranda do Museu Nacional (UFRJ). Pesquisa as experiências do comum desde a experiência das ocupações urbanas, a luta por moradia e a politização do viver junto. É co-organizadora do livro “Junho: potência das ruas e das redes”, São Paulo, Fundação Friedrich Ebert, 2014; e de “Cartografias da Emergência: novas lutas no Brasil”, São Paulo, Fundação Friedrich Ebert, 2015.

Bárbara Lopes é jornalista e assessora da área de Juventude da ONG Ação Educativa. É autora dos livros Jovens e Direito à Educação – Guia para uma formação política (Ação Educativa) e Semeadores da Utopia: a história do Cepis – Centro de Educação Popular do Instituto Sedes Sapientiae (Expressão Popular) e organizadora de Somos Todas Clandestinas (SOF).

Benjamin Seroussi é curador, editor e gestor cultural. Mestre em sociologia pela École Normale Supérieure e École de Hautes Études en Sciences Sociales e mestre em Gestão Cultural pela Sciences-Po. Dedica-se aos projetos culturais de gestão coletiva da Casa do Povo e da Vila Itororó Canteiro Aberto e está a frente da coordenação regional do programa COINCIDENCIA – Intercâmbios Culturais Suíça-América do Sul. Integrou a equipe curatorial da 31ª Bienal de São Paulo Como (…) coisas que não existem (2014) e foi diretor de programação do Centro de Cultura Judaica (2009 – 2012).

Bianca Santana é jornalista, mestra em Educação e doutoranda em Ciência da Informação na USP. Colunista da revista Cult e autora do livro Quando me descobri negra.

Caetano Patta é ilustrador e registra, por gosto, vício e força da época, poderes, resistências e utopias. É mestre em Ciência Política pela Universidade de São Paulo, onde atualmente faz doutorado, cujo tema de pesquisa coincide com os das ilustrações.

Camila Santana é ex-moradora da Vila Itororó. Participa intensamente das discussões ao redor da defesa da moradia nesse patrimônio histórico.

Carol Ayres é mestre em História Social pela PUC-SP, trabalha na área de sustentabilidade e cidadania há 17 anos, colaborando com projetos de ponta baseados na ética e na justiça. Foi gestora pública do SUS em São Paulo por 7 anos, coordenando um programa de políticas públicas integradas na cidade. Foi coordenadora executiva da Plataforma Cidades Sustentáveis (2010). É fundadora da Humana Sustentável, uma rede de consultores em sustentabilidade.

Daniel Scandurra é músico e designer gráfico, pesquisa e realiza traduções e instalações intersemióticas em redes, rios, ruas. Acaba de lançar na internet um álbum/filme com a banda Eueueu

Edivaldo Santos é ex-morador da Vila Itororó. Líder habitacional, coordenador de projetos sociais, é também síndico e administrador de condomínios. Realiza atualmente seus estudos em direito, com especialidade em processo administrativo tributário.

Jean Tible é militante e professor de Ciência Política da USP. É autor de Marx Selvagem (São Paulo, Annablume, 2013) e co-organizador de Junho: potência das ruas e das redes (Fundação Friedrich Ebert, 2014), de Cartografias da emergência: novas lutas no Brasil (FES, 2015) e de Negri no Trópico 23°26’14” (Autonomia Literária, Editora da Cidade e n-1 edições, 2017).

Júlia Ruiz é doutora em Antropologia pela USP e especialista em Educação Somática (Técnica Klauss Vianna) pela PUC-SP. Possui experiência em métodos de improvisação voltados para a criação e fortalecimento da presença coletiva – tais como a Pedagogia da Performance Radical do grupo La Pocha Nostra e o método DanceAbility. É autora de Artes do Impossível (Annablume/Fapesp, 2013) e Cadernos do Outro Mundo: O Fórum Social Mundial em Porto Alegre (Humanitas/Fapesp, 2015) e co-coordenadora do Coletivo ASA – Artes Saberes e Antropologia.

Vivian Moreno Barbour é jurista, pesquisadora e urbanista, bacharela em Direito e mestre pela FAU/USP, onde desenvolveu pesquisa sobre a construção da Vila Itororó enquanto patrimônio cultural. Vem atuando no processo de reabertura do MUMBI – Museu Memória do Bixiga e desenvolveu o trabalho “Mapeamento Cultural da Vila Itororó a Partir do Território da Bela Vista”.

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