Jornada do Patrimônio na Vila Itororó 2016

Jornada do Patrimônio na Vila Itororó 2016

SÁBADO, 27 DE AGOSTO
14h VISITA AO PÁTIO DE CASAS DA VILA ITORORÓ
O público é estimulado a imaginar, debater e tomar parte nas discussões sobre os usos futuros da Vila, de modo que o sentido da preservação de um patrimônio público seja apropriado coletivamente.
Duração: 1h30
Vagas: Até 30, por ordem de chegada
*Obrigatório uso de calçado fechado

16h DEBATE
PATRIMÔNIO E TRANSFORMAÇÕES SOCIAIS NO BIXIGA

Parte 1
O PATRIMÔNIO NÃO EXISTE: A VILA ITORORÓ EM DISPUTA
Com Vivian Barbour, advogada e urbanista
A Vila Itororó é reconhecida como patrimônio cultural pelos órgãos estadual e municipal de preservação. Quais os valores por eles reconhecidos que levaram este conjunto de casas a ser considerado patrimônio? Quais os agentes envolvidos nesses processos? Quais as consequências desse reconhecimento para o cotidiano da Vila? Vivian irá propor uma análise crítica dos argumentos que levaram à patrimonialização da Vila Itororó. Patrimônio para quem? Para quê? Identificando discursos, conceitos, agentes e valores, o que se propõe é desconstruir a noção de que a Vila Itororó é naturalmente um patrimônio cultural da cidade, assim como refletir de modo mais amplo sobre as consequências políticas que determinadas concepções de patrimônio têm sobre o espaço urbano.

Parte 2
TEAT(R)O OFICINA – A PRÁTICA TEAT(R)AL COMO PARADIGMA DOS DISCURSOS SOBRE PATRIMÔNIO CULTURAL
Com Marília Gallmeister, arquiteta cênica e urbanista
O Teat(r)o Oficina, que tem sua sede no bairro do Bixiga há 55 anos, já passou por três transformações espaciais com projetos de Joaquim Guedes, Flavio Império e Rodrigo Lefèvre até a sua concepção atual, de teatro-rua, projetado por Lina Bo Bardi e Edson Elito. Na década de 80 o teatro sofreu ameaças de despejo pela ação do mercado imobiliário, o que resultou na desapropriação do edifício e no seu primeiro tombamento em 1982 pelo Condephaat. Mais tarde, em 1991, o teat(r)o foi tombado pelo Conpresp e em 2010 pelo Iphan. O fazer artístico da companhia afetou e afeta diretamente sua arquitetura cênica, tornando seu trabalho ao longo deste anos indissociável das origens e naturezas destes tombamentos e a consequência desta relação tensiona e problematiza muitas noções da preservação patrimonial.

Após as falas de Vivian e Marília acontecerá uma conversa junto ao público presente, com mediação de Ilan Szklo, arquiteto e atualmente responsável pela seção de projetos do DPH.

17h às 22h FESTIVAL DA CULTURA DO HAITI
Organizado em parceria com a União Social dos Imigrantes Haitianos (USIH), cuja sede está no bairro vizinho, Liberdade, e que tem entre seus integrantes Roselaure Jeanty, atriz da peça “Cidade Vodu”, que teve duas temporadas na Vila Itororó Canteiro Aberto, o festival irá compartilhar a cultura haitiana em toda a sua diversidade, através de música, dança e culinária haitianas. A entrada é gratuita, e, com a venda de alimentos e bebidas pelos haitianos ou doações, objetiva-se também arrecadar fundos para a reforma da sede da USIH. Para conhecer mais sobre a campanha de doações para a reforma, veja o vídeo – https://www.youtube.com/watch?v=PsMcG3TeWTw
Doações neste link aqui – https://www.vakinha.com.br/vaquinha/reforma-da-sede-da-usih – e também pessoalmente, na própria festa.

DOMINGO, 28 DE AGOSTO
14h e 16h VISITA AO PÁTIO DE CASAS DA VILA ITORORÓ
O público é estimulado a imaginar, debater e tomar parte nas discussões sobre os usos futuros da Vila, de modo que o sentido da preservação de um patrimônio público seja apropriado coletivamente.
Duração: 1h30
Vagas: Até 30, por ordem de chegada
*Obrigatório uso de calçado fechado

Imagem do evento: detalhe do projeto PANAPANÃ, da artista Carla Zaccagnini, que consiste na criação de um borboletário a céu aberto no canteiro de obras. O borboletário também poderá ser visto durante a jornada.

Endereço: Rua Pedroso, 238
Bela Vista/Bixiga
Perto do metrô São Joaquim e da Brigadeiro Luis Antônio
Todas as atividades são gratuitas. Apenas as comidas e bebidas do Festival da Cultura do Haiti serão vendidas, como forma de arrecadação para a reforma da sede da USIH – União Social do Imigrantes Haitianos.

O projeto Vila Itororó Canteiro Aberto é uma parceria da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo com o Instituto Pedra. A programação completa da jornada pode ser vista em: http://www.jornadadopatrimonio.prefeitura.sp.gov.br/

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