Perguntas frequentes

  • O QUE É O PROJETO VILA ITORORÓ CANTEIRO ABERTO?

    A Vila Itororó, conjunto remanescente de edificações construídas nos anos 1920 como casas de aluguel, em São Paulo, está em fase de restauro. A Vila Itororó sempre teve como uso principal a moradia, mas foi tornada patrimônio histórico e desapropriada para fins culturais. O local hoje pertence à Secretaria Municipal de Cultura, da Prefeitura de São Paulo, e está sendo restaurada pelo Instituto Pedra. Ao invés de fazer uma obra de restauro de portas fechadas, para depois inaugurar um centro cultural pronto, definido por poucas pessoas, o projeto consiste na abertura do canteiro de obras desde o início do processo de restauro e na instalação de um experimento de centro cultural no meio do canteiro. A ideia é que tudo que é experimentado e debatido publicamente nesse centro cultural temporário hoje, no presente, possa inspirar os usos futuros da Vila Itororó.

  • QUEM É RESPONSÁVEL POR ESSE PROJETO?

    Hoje o responsável pelo projeto junto à Secretaria Municipal de Cultura é o Instituto Pedra, instituição privada sem fins lucrativos com experiência em projetos culturais e na execução de obras no âmbito da restauração arquitetônica. Formalmente denominado Projeto Cultural Restauração da Vila Itororó – PRONAC 1310741, este projeto foi aprovado em 2014 pela Prefeitura de São Paulo, após a realização de uma chamada aberta a todas as instituições que estivessem interessadas em apresentar propostas para a restauração da Vila Itororó. Leia mais em Quem somos.

     

  • COMO O PROJETO É FINANCIADO?

    O projeto de restauro da Vila Itororó é financiado através da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet. A Lei Rouanet foi criada em 1991 para viabilizar a captação de verbas para projetos culturais. Ao investir em projetos culturais aprovados previamente pelo Ministério da Cultura, as empresas privadas ou públicas patrocinadoras garantem em troca abatimento do imposto de renda na quota equivalente àquela do investimento.

    A programação do centro cultural temporário é financiada pela Prefeitura de São Paulo, por meio de um convênio com o Instituto Pedra.

     

  • QUAIS OS ÓRGÃOS DE PATRIMÔNIO ENVOLVIDOS?

    A Vila Itororó é tombada pelo CONPRESP (órgão municipal) e pelo CONDEPHAAT (órgão estadual).

     

  • QUAIS OS NÍVEIS DE TOMBAMENTO?

    O  CONDEPHAAT – Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo concluiu o tombamento da Vila Itororó em 2005. Segundo a Resolução 9, de 10/03/2005, todas as edificações da Vila Itororó estão enquadradas como Grau de Preservação 2 – GP-2, que protege suas volumetrias e seus aspectos exteriores. O CONPRESP – Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo,  que na Resolução 22/2002 elenca uma série de imóveis tombados no bairro da Bela Vista, inclui a Vila Itororó no Nível de Preservação 3 (NP3), que preserva parcialmente o imóvel, garantindo a preservação de suas características externas e ambiência.

     

  • QUANDO VAI FICAR PRONTO?

    Atualmente, as arquitetas e os arquitetos envolvidos no projeto estão na primeira etapa do restauro, composta pelo levantamento técnico das casas e detalhamento de seus projetos arquitetônicos. A previsão inicial para a conclusão das obras indica o ano de 2018, ou seja, cinco anos de obras desde que com financiamento contínuo.

    Ao mesmo tempo, é possível dar outras duas respostas a esta pergunta. A primeira é de que, independente do prazo do restauro das edificações, o projeto cultural já está pronto, dado que um centro cultural temporário já funciona no local; que o patrimônio já está sendo ativado e aberto para a cidade, independente de seu estado de preservação. A segunda resposta é de que um centro cultural verdadeiramente participativo talvez nunca esteja totalmente pronto, podendo ser sempre repensado, a partir das necessidades e dos desejos de suas usuárias e de seus usuários.

     

  • FUI ATÉ A VILA ITORORÓ MAS A ENTRADA ESTAVA FECHADA COM UM TAPUME

    A entrada no canteiro não se dá pelos acessos originais da Vila, mas por um galpão localizado na Rua Pedroso, 238. Fica próximo ao metrô São Joaquim. Importante não confundir a entrada da Vila com outra construção antiga localizada do outro lado da mesma rua, o Casarão Belvedere, de modo a não incomodar nosso vizinho. A Vila Itororó Canteiro Aberto está no número 238, lado par, tão somente um galpão. As casas da Vila Itororó só poderão ser avistadas uma vez dentro desse galpão, nos fundos.

     

  • QUAIS OS HORÁRIOS DE ABERTURA E DE VISITA?

    GALPÃO
    terça-feira a sábado: das 9h às 17h
    quinta-feira: das 9h às 20h
    feriado: fechado

    VISITAS AO PÁTIO DE CASAS DA VILA
    Quintas e Sextas: às 16h
    Sábados: às 14h

    Em caso de chuva as visitas ao pátio serão suspensas.

     

  • QUAL A DIFERENÇA ENTRE O HORÁRIO DE ABERTURA DO GALPÃO E OS HORÁRIOS DE VISITA AO PÁTIO DE CASAS?

    O canteiro de obras da Vila Itororó compreende tanto a área do pátio e dos edifícios da Vila, onde acontece o restauro propriamente dito, como também o galpão com entrada pela Rua Pedroso, 238. Assim, quando  em horário de abertura do canteiro é importante não confundir com os horários específicos de visitas ao pátio de casas da Vila. A parte do canteiro que fica aberta a maior parte do tempo ao público é o galpão, de onde é possível se ter uma visão panorâmica da Vila.

    Esse galpão, também construído no começo do século XX, foi desapropriado, entre outras razões, para criar um quarto acesso à Vila Itororó, que já possuía acesso às três outras ruas da quadra onde está localizada. Ali estão os escritórios da obra, as áreas de uso da equipe de ativação cultural e dos trabalhadores da obra de restauro, uma marcenaria, uma biblioteca e uma cozinha em construção.

     

  • O QUE SÃO OS USOS ESPONTÂNEOS? COMO USAR O GALPÃO?

    Todas e todos estão convidados a usar o galpão para ensaiar, dançar, estudar, brincar, descansar, fazer yoga e outro usos diversos, inclusive para inventar novos usos, ainda não imaginados. A equipe que trabalha na Vila zela pela coordenação das diferentes atividades que ocorrem no galpão simultaneamente. O galpão funciona como uma praça pública coberta e não é necessário pedir permissão para usá-lo, desde que os projetos/as intenções de quem deseja usá-lo cumpram as cinco regras abaixo, definidas pela equipe da Vila junto ao público frequentador:

    1) As ações devem acontecer nos horários de abertura e nos espaços determinados pela equipe de ativação cultural (não é possível reservar uma área no galpão);
    2) Não podem ter natureza ou fins comerciais, publicitários ou partidários;
    3) Cada indivíduo/grupo deve respeitar os demais indivíduos/grupos que usam o espaço, aí incluídos trabalhadores permanentes do canteiro (ex: é possível realizar atividade com aparelho ou instrumento sonoro desde que o som não atrapalhe outros usos em curso, inclusive atividades no escritório da obra*);
    4) Não são acolhidas feiras, exposições ou apresentações diversas como parte dos usos espontâneos. São priorizados processos e ensaios, não resultados, por se tratar de um canteiro de obras onde tudo – incluindo a própria noção de cultura – está em construção.
    5) As regras coletivas podem ser revistas e repensadas pelo público junto à equipe de ativação cultural e novas regras podem ser criadas, a partir de inspirações, necessidades e problemas que surgirem dos próprios usos.

    *O volume de som permitido será determinado por integrante da equipe de ativação cultural presente no galpão. Quando uma atividade precisar de som em volume alto para acontecer, essa atividade não pode integrar os usos espontâneos do espaço, sendo necessária uma conversa prévia com a equipe de ativação cultural, para ver se é possível agendar a atividade em data(s) específica(s). A ideia é que nenhuma atividade espontânea se sobreponha a todas as demais.

     

  • COMO SÃO AS VISITAS?

    As visitas ao pátio de casas compartilham o andamento do processo de restauro e descrevem a formação da Vila Itororó, que contém um pouco da formação da própria cidade de São Paulo. O visitante tem acesso às muitas histórias que compõem a Vila: a sua concepção como uma “casa-monumento” cercada por casas de aluguel, a questão da água como elemento estruturante da Vila, o Clube Éden Liberdade e a resistência das famílias que viveram nas últimas décadas na Vila. O público é estimulado a imaginar, debater e tomar parte nas discussões sobre os usos futuros da Vila, de modo que o sentido da preservação de um patrimônio público seja apropriado coletivamente.

    Duração: 1h30
    Limite de público: até 30 pessoas

    Ingressos: A visita é gratuita. Para participar não é necessário agendamento prévio, a não ser que se trate de um grupo formado por mais de 15 pessoas. Basta chegar ao canteiro (que tem entrada pela Rua Pedroso, 238) um pouco antes do horário de início. No caso de grupos formados por mais de 15 pessoas, usar a nossa página de contato para agendar data e horário de uma visita.

    Normas de segurança: Não é possível se juntar ao grupo uma vez iniciada a visita. É preciso usar capacetes – que são oferecidos no local – e estar com calçados fechados. Fotografias: É permitido tirar fotografias durante as visitas.

     

  • É NECESSÁRIO PAGAR OU RETIRAR INGRESSOS PARA PARTICIPAR DA VISITA OU PARA USAR O GALPÃO?

    Tanto a entrada e a permanência no galpão como a visita ao pátio de casas são gratuitas e não exigem retirada de ingressos. No caso da visita, é recomendado chegar ao canteiro 15 minutos antes do horário de início.

     

  • É PERMITIDO FOTOGRAFAR A VILA ITORORÓ?

    É permitido tirar fotografias durante as visitas ao pátio de casas e também no galpão. Para ensaios fotográficos, ver a próxima pergunta.

     

  • SOU FOTÓGRAFO/FOTÓGRAFA E GOSTARIA DE FAZER UM ENSAIO FOTOGRÁFICO NA VILA ITORORÓ. COMO PROCEDER?

    É permitido tirar fotografias durante as visitas ao pátio de casas, mas ensaios fotográficos no pátio só são acolhidos uma vez por mês – no último sábado de cada mês -, entre 15h e 17h. Podem ser feitas fotos externas, do entorno e fachadas. A entrada nas casas não é liberada.

    São permitidas no máximo 25 pessoas no canteiro durante esse período e as vagas serão preenchidas por ordem de chegada, no próprio sábado aberto para a realização de ensaios. As senhas são distribuídas a partir das 14h. Ensaios em grupo são calculados pelo número de pessoas presentes no grupo (e não somente como um único fotógrafo). Não é possível uma pessoa sozinha retirar senha por todas as pessoas do grupo; é distribuída apenas uma senha por pessoa. Nos raros casos em que ensaios são realizados fora desse dia e período é porque se trata de projetos fotográficos em comum interesse com a curadoria da Vila Itororó Canteiro Aberto. No galpão, ensaios fotográficos são permitidos diariamente, nos horários de abertura, como parte dos usos espontâneos desse espaço.

     

  • GOSTARIA DE FAZER UM VÍDEO NA VILA ITORORÓ. COMO PROCEDER?

    Atualmente, os pedidos e autorizações de filmagens na Vila Itororó são centralizados na São Paulo Film Commission, departamento da Spcine. Desta forma, contatos com essa finalidade devem ser encaminhados para o e-mail contato@spcine.com.br.

    A Film Commission, departamento da Spcine, Empresa de Cinema e Audiovisual da prefeitura de São Paulo, autorizada nos termos da Lei Municipal nº 15.929/2013 e parte da Secretaria Municipal de Cultura, entrou em vigor no dia 16/05/2016 mediante o Decreto (Nº 56.905 de 30/03/2016), que criou um procedimento único para as solicitações de filmagens (com exceção de reportagens e filmagens jornalísticas) em espaços públicos, centralizando os pedidos e autorizações na São Paulo Film Commission.

    Junto ao Decreto foi aprovada uma tabela de preços públicos que instituiu, a partir também desse mesmo dia 16, uma série de descontos para as locações de acordo com o formato da obra audiovisual. Em março deste ano foi lançado um aplicativo, que funciona como um catálogo de locações municipais e já conta com quase 300 locações cadastradas.

    Dessa forma, o departamento é responsável por receber todas as solicitações de filmagem em espaços públicos administrados pelo município de São Paulo, como parques, centros culturais, praças, ruas, calçadas, bibliotecas, escolas, terrenos etc. É de responsabilidade da São Paulo Film Comission cuidar do processo de autorização, ou seja, receber as solicitações por meio de um cadastro online, fazer a análise técnica das solicitações, cuidar da parte burocrática, dos documentos, termos, e toda a comunicação com a produção. Ao local (Vila Itororó Canteiro Aberto), cabe estabelecer as condições específicas para filmagem, limitações do espaço, horários, agenda etc.

    As filmagens na Vila Itororó podem acontecer por todo o pátio de casas, não sendo permitida a entrada nas edificações. Já no galpão, é possível filmar por todo espaço, sempre conciliando com as outras atividades existentes.

     

     

  • TENHO UM PROJETO ARTÍSTICO (EXPOSIÇÃO PEÇA DE TEATRO ETC.) E QUERO REALIZÁ-LO NA VILA ITORORÓ/NO GALPÃO. COMO PROCEDER?

    O projeto Vila Itororó Canteiro Aberto possui uma curadoria, que convida artistas e outros grupos/indivíduos para desenvolverem obras específicas para o contexto. Como não é possível atender a demanda de ler e julgar diversos projetos escritos, para além dos projetos definidos pela curadoria, a recomendação é que as pessoas que têm interesse em realizar uma prática no galpão comecem a frequentar o canteiro e a realizar seu projeto ou ações que girem em torno dele no galpão, respeitando as regras de usos espontâneos, descritas na página Visitas e Usos Espontâneos. No lugar de uma exposição de pinturas, é estimulado que o galpão seja usado como um ateliê (o espaço da execução das pinturas, não da exposição final). No lugar de uma peça de teatro já pronta, ensaios da peça e debates em torno dela podem acontecer aqui. Se seu projeto artístico respeitar todas as regras não é necessário buscar permissão para realizá-lo, basta chegar e fazer. Atividades com o potencial de envolver muitas pessoas e/ou produzir muito ruído/barulho devem ser debatidas e pré-agendadas com a equipe de ativação cultural, que trabalha na área da frente do galpão. A equipe de ativação cultural não produz os projetos de uso espontâneo. Toda responsabilidade material é dos usuários. A equipe de ativação cultural zela pelo espaço e faz a coordenação das diferentes atividades que ocorrem nele simultaneamente, de modo a evitar que uma atividade prejudique a outra.

     

  • COMO FUNCIONA A MARCENARIA DO CANTEIRO?

    Toda obra da construção civil precisa de máquinas de carpintaria/marcenaria. Obras de patrimônio precisam dessas máquinas para usos diversos e também para restaurar janelas, portas, pisos e outros objetos de madeira. No projeto Vila Itororó Canteiro Aberto a marcenaria não fica restrita à obra de restauro e há horários em que pessoas com experiência podem usar o maquinário. Acesse a programação e saiba mais.

     

  • ONDE ESTÃO AS FAMÍLIAS QUE VIVERAM NAS ÚLTIMAS DÉCADAS NA VILA ITORORÓ?

    As famílias hoje vivem em três prédios CDHU na área central, dois bem próximos da Vila Itororó e um no Bom Retiro. Os apartamentos foram subsidiados em parte pelo Governo do Estado, em parte pela Prefeitura, e a terceira parte é paga através de uma taxa mensal, pelos moradores, durante 25 anos. Ao completarem cinco anos no imóvel as famílias se tornarão proprietárias dos mesmos. Essa conquista só foi possível graças à muita luta e organização coletiva das famílias.